Por Tatiana Kowarski
É possível definir dois grandes eixos na condução de uma Orientação Vocacional:
- a promoção do AUTO-CONHECIMENTO;
- a busca de INFORMAÇÃO PROFISSIONAL.
O auto-conhecimento é o pilar fundamental de todo o processo: para descobrir quem eu quero vir a ser é necessário descobrir quem sou eu. Mas para articular este auto-conhecimento a um projeto futuro é necessário, também, conhecer a realidade das diversas profissões e ocupações; só escolhemos com segurança aquilo que efetivamente conhecemos.
Durante o processo de Orientação Vocacional as atividades desenvolvidas estarão sempre voltadas para estes dois eixos complementares, identificando seus interesses, valores e aspirações enquanto são pesquisados e discutidos aspectos da realidade sócio-profissional. Neste duplo caminho – CONHECER A SI MESMO e CONHECER A REALIDADE DAS PROFISSÕES E OCUPAÇÕES – encontra-se o terreno fértil para a tomada de decisão e para o comprometimento com um projeto profissional.
A abordagem aos eixos de investigação pressupõe a utilização de diversos instrumentos, como entrevistas, atividades lúdicas, questionários, testes psicológicos. Algumas atividades e questionários podem ser aplicados no intervalo entre as sessões para posterior discussão e aprofundamento.
A Orientação Vocacional pode ser realizada individualmente ou em grupo. No primeiro caso, o trabalho estará focado exclusivamente nas suas necessidades; em grupos, as atenções são compartilhadas entre seus membros. Outro diferencial é a ampla troca de experiências entre os participantes do grupo, bem como o estímulo e o apoio mútuo. Por outro lado, individualmente é possível aprofundar suas questões sem as limitações que o grupo algumas vezes acarreta – é preciso respeitar estes limites para que a abordagem em grupo jamais se torne invasiva nem exponha excessivamente os participantes.
E qual a seria a forma mais indicada? Não há uma reposta pronta para esta pergunta; ambas apresentam seus limites e suas potencialidades. Converse com um orientador vocacional para definir qual seria a estratégia mais adequada e indicada para o seu caso, levando sempre em conta suas preferências pessoais.
Por fim, cabe considerar que você poderá encontrar algumas diferenças entre os métodos de trabalho dos orientadores vocacionais já que cada profissional desenvolve uma metodologia a partir de seus estudos, referenciais teóricos e experiências prévias – consolidando, ao longo do tempo, uma forma própria de trabalho.
O que importa é que você, ao procurar um profissional, possa conhecer sua proposta, avaliando se esta atende aos seus objetivos e expectativas. Converse, pergunte, informe-se, esclareça suas dúvidas e entre com pé direito em seu processo de Orientação Vocacional!
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* Entrevistas:
Correspondem ao principal instrumento da Orientação Vocacional – e isto inclui não somente a aplicação de roteiros estruturados, como também refere-se à escuta atenta aos conteúdos trazidos durante a experimentação de todas as outras técnicas.
* Técnicas lúdicas:
Consistem de atividades facilitadoras para levantamento de dados e para reflexão, tais como dinâmicas, exercícios e jogos (de aplicação individual ou em grupo).
* Questionários:
São instrumentos para levantamento de dados com o objetivo de organizar informações para posterior discussão e aprofundamento.
* Testes psicológicos:
Correspondem a instrumentos validados cientificamente para o levantamento de dados e devem ser utilizados de forma crítica e a serviço da reflexão para o auto-conhecimento, jamais como determinantes de respostas prontas sobre quem é o indivíduo ou, muito menos, sobre quem ele deva vir a ser.
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Tatiana Kowarski (CRP 05-24145) é Orientadora Vocacional e realiza atendimentos, atividades de supervisão e cursos a estudantes e profissionais da área, na cidade do Rio de Janeiro. Também é psicóloga do Tribunal Regional Federal da 2a. Região (TRF) onde atua nas áreas de Saúde e Recursos Humanos implementando ações de capacitação e desenvolvimento de pessoas.
Contatos: t.kowarski@uol.com.br
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