Por Tatiana Kowarski
A todo momento de nosso percurso profissional podemos vivenciar dificuldades em efetuar escolhas:
- ao prestar o vestibular,
- ao escolher uma pós-graduação,
- ao definir áreas específicas de atuação,
- ao reavaliar escolhas efetuadas anteriormente,
- ao redefinir projetos profissionais,
- ao preparar-se para a aposentadoria,...
Como você pode perceber, durante toda a vida estamos efetuando escolhas profissionais. Em alguns momentos as dificuldades de escolha podem gerar incertezas, dúvidas e até mesmo impasses que podem ser enfrentados com o apoio de um Orientador Vocacional, estabelecendo uma parceria de trabalho com foco na elaboração de seus conflitos e em direção a uma escolha profissional.
Para isso, a Orientação Vocacional oferece um ESPAÇO DE REFLEXÃO no qual você possa olhar para si, se conhecer e reconhecer. Fundamenta-se, portanto, na discriminação de traços de personalidade, interesses, habilidades, valores e aspirações, mas não se encerra no mero levantamento destas informações. Pressupõe questionar e refletir permanentemente buscando articular seu auto-conhecimento a um PROJETO FUTURO. Ao saber quem é, você poderá descobrir quem deseja vir a ser. Apostando no seu desejo, poderá efetuar uma escolha autêntica e comprometer-se com seu projeto profissional.
Como a escolha profissional é um processo dinâmico que se inicia na infância e persiste por toda a vida sofrendo a influência de diversos fatores como fantasias, disposições inconscientes, família, situação sócio-econômica, distorções perceptivas e tantos outros, a Orientação Vocacional também desempenha a importante função de CLARIFICAR OS CONFLITOS que estão na origem da dificuldade de escolha.
Neste processo a responsabilidade pela escolha é exclusivamente sua. Se você imagina procurar uma Orientação Vocacional para que um profissional preparado e competente possa escolher por você ou para você, é necessário que compreenda que isto não resolveria seu conflito e você ainda estaria abrindo mão do privilégio de ser responsável pelo que quer e pelo que faz da sua vida. Ninguém tem o direito de escolher por você, nem mesmo um orientador vocacional!
Como a escolha cabe unicamente a você, não há garantias de que ao final do processo de Orientação Vocacional você terá efetivamente realizado uma escolha. Não há como prever se o tempo de duração do processo coincidirá com seu tempo interno para o amadurecimento de suas questões.
No entanto, é possível afirmar que, ao concluir a Orientação Vocacional, mesmo que você ainda tenha algumas dúvidas quanto ao caminho que deseja seguir, algo se processou e você não sairá do mesmo jeito que entrou. Poderá ser uma questão de tempo e/ou de busca de mais informações sobre as profissões para que efetue sua escolha. Mas, de um jeito ou de outro, você terá aprendido estratégias de reflexão que o ajudarão a trilhar o caminho em direção à construção de seu projeto profissional. Neste sentido, a Orientação Vocacional é também um PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL.
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O orientador vocacional tem o compromisso ético de respeitar e estimular permanentemente sua AUTONOMIA e RESPONSABILIDADE com a escolha como valores primordiais na condução da Orientação Vocacional. Por mais difícil que possa parecer tomar para si esta responsabilidade, você verá que o orientador caminhará lado a lado com você no enfrentamento de suas dificuldades, na ampliação de seu auto-conhecimento e na clarificação de seus conflitos, lançando luz ao que se apresente como sombrio ou obscuro.
Nesta parceria de trabalho, o orientador atua de forma não-diretiva como um FACILITADOR do processo de escolha profissional. Isto significa que ele jamais deverá dizer a você o que deve ou não fazer de seu projeto profissional, mas ele poderá ajudá-lo a descobrir seus próprios caminhos. Para isso, tem como principal instrumento a entrevista e utiliza-se de técnicas auxiliares como dinâmicas, atividades lúdicas, questionários, testes psicológicos,... O importante é compreender que o uso destes instrumentos está a serviço de um processo de REFLEXÃO, AUTO-CONHECIMENTO e ELABORAÇÃO DE CONFLITOS.
Por fim, cabe lembrar que o orientador vocacional, para consolidar sua atuação, tem ainda o compromisso com sua capacitação e desenvolvimento profissional, com a interlocução permanente com seus pares, e com o aprimoramento de sua competência técnica e análise crítica quanto à sua experiência e ao seu papel profissional.
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Tatiana Kowarski (CRP 05-24145) é Orientadora Vocacional e realiza atendimentos, atividades de supervisão e cursos a estudantes e profissionais da área, na cidade do Rio de Janeiro. Também é psicóloga do Tribunal Regional Federal da 2a. Região (TRF) onde atua nas áreas de Saúde e Recursos Humanos implementando ações de capacitação e desenvolvimento de pessoas.
Contatos: t.kowarski@uol.com.br
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